Comunidades no Núcleo Santa Virgínia O Núcleo Santa Virgínia não conta com comunidades tradicionais. Nos municípios de Cunha e São Luiz do Paraitinga há a presença de comunidades caipiras.
Caipira

O termo “caipira” seria uma corruptela de “caapora”, palavra Tupi que significa “morador do mato”. Outra versão sugere que o termo está ligado aos homens do campo, que possuem identidades e culturas próprias.

A cultura caipira se traduz na adaptação do colonizador europeu e ao seu modo de ser, pensar e agir no Brasil. Fogão a lenha, café preparado no coador de pano, leite quente ordenhado, biscoitos de polvilho, pães de queijo, broas, bolos de fubá, geleias, licores de frutas típicas (pequi e jenipapo) e a famosa cachaça, que se tornou uma das bebidas típicas do nosso país, fazem parte do seu modo de vida.

Nas casas simples, “dedos de prosa” e “causos” são alguns dos passatempos, bem como ficar horas na janela, sentar na soleira da porta e pitar cigarro de palha. O caiçara herdou a religiosidade, dos portugueses, a familiaridade com o mato, a arte das ervas e o ritmo do bate-pé, com os índios.

Sua música autêntica, a “moda de viola”, retrata a vida do homem no campo, a labuta na roça, o contato com a natureza e a melancolia e solidão do caboclo. Um dos maiores nomes da literatura brasileira, Monteiro Lobato, retrata muito bem a identidade caipira por meio do personagem Jeca Tatu.