Comunidades no Núcleo Picinguaba Além da riqueza natural, o Núcleo Picinguaba tem como uma de suas principais características a presença de comunidades tradicionais como as Vila de Picinguaba, Quilombo do Cambury, Sertão da Fazenda, Sertão do Ubatumirim e uma comunidade Indígena (Aldeia Boa Vista) onde ainda é possível vivenciar a cultura tradicional caiçara, quilombola e indígena, seus estreitos laços com a mata e o mar, e a busca através da sustentabilidade atravé do turismo. Alguns desses povoados estão estabelecidos há mais 300 anos na região, mantendo as atividades tradicionais de sua cultura e transmitindo seus valores históricos às próximas gerações,
Aldeia Boa Vista

Lar da comunidade Guarani no Núcleo Picinguaba do PESM. Ela fica localizada no município de Ubatuba, dentro da Terra Indígena Boa Vista do Sertão do Promirim, em uma área de 920 hectares.

Sua população de aproximadamente 156 índios se beneficia da proximidade com a Mata Atlântica, condição essencial para a sobrevivência dos Guarani. Formada em meados dos anos 1960, a aldeia começou a se estabelecer a partir da chegada de três famílias vindas da Aldeia de Rio Silveira.

Na época, sua única ligação com a cidade de Ubatuba se dava por meio de uma trilha cuja caminhada durava cerca de quatro horas.

Hoje, 30 famílias estão estabelecidas no local, sendo possível visitá-las e também comprar seu artesanato.

Quilombo da Fazenda

O Bairro Sertão da Fazenda, onde hoje reside a Comunidade do Quilombo da Fazenda fazia parte da antiga “Fazenda Picinguaba”, que remonta ao fim do século XIX. Com o falecimento da proprietária, Maria Alves de Paiva, no ano de 1884, seu testamento declarava o desejo de libertação dos escravos, para que pudessem habitar certas áreas da fazenda.
Em 1979, com a construção do trecho Ubatuba–Paraty da rodovia Rio–Santos, o quilombo foi anexado ao Parque Estadual da Serra do Mar. Já no ano de 2005, ele recebeu o reconhecimento da Fundação Palmares como remanescente de quilombo.

Vila Caiçara

A Vila de Picinguaba é um exemplo vivo da combinação entre índios e colonos, entre terra e mar. Seu estabelecimento se deu nos costões rochosos, nas restingas, nos mangues e nas encostas da Mata Atlântica. Sem contato com as demais culturas, os caiçaras evoluíram aproveitando os recursos naturais à sua volta – o que os transformou em grandes conhecedores do ambiente. Sua sobrevivência depende da pesca e da agricultura. Às principais características do grupo somam-se as atividades de coleta, extrativismo e artesanato.

Os caiçaras são originalmente um povo de religião católica, herança dos colonos portugueses. A festa religiosa mais famosa acontece no mês de maio, em homenagem à Santa Cruz. Em sua dieta predomina o peixe com farinha de mandioca.